terça-feira, 28 de outubro de 2008

one is the loneliest number

Estou indo dormir quando clareia o dia ou um pouco antes, acordo às quatro da tarde e não faço nada. Leio, baixo músicas, atualizo e clico mil vezes seguidas em páginas do orkut que eu acabei de ver e não têm nada de novo, fico olhando as coisas, as fotos, os recados dos outros, toco flauta, olho pela janela, vou à cozinha pegar iogurte e presunto com queijo e quando finalmente me deito, se não estou vendo o mundo em círculos como estava na última noite (não tinha sono até levantar da cadeira do computador e descobrir que estava com enjôo... de tanto sono), fico pensando que falta alguma coisa, que ando tão sozinha, que não sei o que acontece comigo - porque não há mesmo nada de errado comigo mesmo. Minha própria mãe, uma tarde dessas, na cozinha enquanto comíamos torradas olhando uma pra cara da outra, disse que eu ando solitária. Sem namorado - nessa hora eu fiz uma careta -, sem amigos. Damned, damned truth. Há anos não sei o que é ter uma melhor amiga. Não sei o que é fazer programa de mulherzinha, nem de homenzinho pra falar a verdade. Nem programa assexuado, nada. Sinto três vezes mais falta da minha irmã do que o normal (e já é muito), quando ela vai para a casa da avó. Tenho poucas pessoas com quem conversar pessoalmente, talvez uma só. Queria importar uns três ou quatro (ok, talvez um só) amigos de longe pro apartamento vizinho. Ou simplesmente conhecer alguém assim sem mais nem menos, como acontece o tempo todo nos filmes com clima serendipity de que tanto gosto. Fui solitária, intencionalmente solitária por um ano e pouco, quase dois. Agora é praticamente a mesma coisa, só que sem intenção alguma de ser loner. Acho que tem gente que diria que é castigo por não precisar das pessoas desesperadamente, não usá-las de bengala, como fazem o tempo todo. Nay, dearies, I don't think so. E na verdade não tenho explicação. Não é questão de estar triste, de morrer de desgosto. É só que bons momentos fazem falta, e eu não os tenho tido ao lado de outras gentes ultimamente, porque uns estão longe demais, outros por alguma razão perderam o potencial e outros eu simplesmente ainda não conheci. Só isso.

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