segunda-feira, 4 de maio de 2009

constatação confusa e rápida postada da biblioteca (olá, eu vivo)

Estou sem internet (e sem telefone, inclusive, logo passei a adotar a comunicação via fumaça, econômica, prática e que diabo é essa coisa de ecologicamente correto, que não existia no meu tempo? uai), mas vira e mexe anoto mentalmente algo pra postar aqui. O que me ocorreu hoje, enquanto explorava os arredores da Paulista (onde fica meu apartamento novo, falei isso de graça porque nem foi nessa hora que me ocorreu), foi que uma boa medida pra quem faz o meu curso - Educação musical - e está estudando prática de ensino com crianças, é pensar o quão idiota você acharia a atividade x, a música y, se tivesse seis anos. Eu com essa idade com certeza faria comentários mentais ácidos, sobre um professor que me desse um monte de coisas de sucata pra batucar. Logo, nos meus planos de aula, excluo tais cousas (cousas é uma palavra tão legal), a menos que tenha uma justificativa muito superduper que anule totalmente a sem-gracice e o lugar comum desses métodos sucateiros. Hoje na aula consegui pensar na tal justificativa superduper (e se não conseguisse também, azar, porque a professora queria que usássemos a tal sucata) e deu certo, mas ainda ecoa na minha cabeça a constatação "quanto mais a gente cresce, mais acha que criança é tudo retardado". Nein-nein, colegas, elas não são. Não subestimemos.

Eu vou ter de fazer estágio no terceiro ano. Até lá trato de desenvolver um método próprio que elimine os riscos de criancinhas parecidas com a Fer de 6 anos ficarem pensando "meu Deus, ela não tinha algo não-retardado pra dar?".

(edit: o meu curso é legal. Educação musical pode ser divertido quando você pensa em formar pessoas inteligentes, ao menos musicalmente.)

Um comentário:

Carol disse...

HAAHAAHAHAHAHAH PERFEITO! CONCORDO! pior são os cursos de musicalização atual que fazem isso com adultos!!!

Fer e Camila para musicalizadoras de crianças e adultos já!

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